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	<title>Daniel Avila</title>
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		<title>Daniel Avila</title>
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		<item>
		<title>Geertz, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 2008.</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 20:38:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielavila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[“Segundo a opinião dos livros-textos, praticar a etnografia é estabelecer relações, selecionar informantes, transcrever textos, levantar genealogias, mapear campos, manter um diário, e assim por diante. Mas não são essas coisas, as técnicas e os processos determinados que definem o empreendimento. O que o define é o tipo de esforço intelectual que ele representa: um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=65&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>“Segundo      a opinião dos livros-textos, praticar a etnografia é estabelecer relações,      selecionar informantes, transcrever textos, levantar genealogias, mapear      campos, manter um diário, e assim por diante. Mas não são essas coisas, as      técnicas e os processos determinados que definem o empreendimento. O que o      define é o tipo de esforço intelectual que ele representa: um risco      elaborado para uma ‘descrição densa’” (p. 4)</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Descrição      densa – salto qualitativo da etnografia hermenêutica</strong>“entre o que Ryle      chama de ‘descrição superficial’ do que o ensaiador (imitador, piscador,      aquele que tem o tique nervoso&#8230;) está fazendo (‘contraindo rapidamente      sua pálpebra direita’) e a ‘descrição densa’ do que ele está fazendo      (‘praticando a farsa de um amigo imitando uma piscadela para levar um      inocente a pensar que existe uma conspiração em andamento’) está o objeto      da etnografia: uma hierarquia estratificada de estruturas significantes em      termos das quais os tiques nervosos, as piscadelas, as falsas piscadela,      as imitações, os ensaios das imitações são produzidos, percebidos e      interpretados,e  sem os quais eles      de fato não existiriam” (p. 5)</li>
</ul>
<ul>
<li>“O      que o etnógrafo enfrenta, de fato (&#8230;) é uma multiplicidade de estruturas      conceptuais complexas, muitas delas sobrepostas ou amarradas umas às      outras, que são simultaneamente estranhas, irregulares e inexplícitas, e      que ele tem que, de alguma forma, primeiro aprender e depois apresentar”      (p. 7)</li>
</ul>
<ul>
<li>“fazer      a etnografia é como tentar ler (no sentido de ‘construir uma leitura de’)      um manuscrito estranho, desbotado, cheio de elipses, incoerências, emendas      suspeitas e comentários tendenciosos, escrito não com os sinais      convencionais do som, mas com exemplos transitórios de comportamento      modelado” (p. 7)</li>
</ul>
<ul>
<li>As      descrições etnográficas devem ser calculadas em termos das construções que      imaginamos que os sujeitos “colocam através da vida que levam, a fórmula      que eles usam para definir o que lhes acontece” (p. 11)</li>
</ul>
<ul>
<li>“<em>começamos      com as nossas próprias interpretações do que pretendem nossos informantes,      ou o que achamos que eles pretendem, e depois passamos a sistematiza-las</em>”      (p. 11). Etnografia é uma interpretação de segunda e terceira mão. Por      definição somente o sujeito faz a interpretação de sua própria cultura.</li>
</ul>
<ul>
<li>“O      etnógrafo ‘inscreve’ o discurso social: <em>ele o anota</em>. Ao fazê-lo,      ele o transforma de acontecimento passado, que existe apenas em seu      próprio momento de ocorrência, em um relato, que existe em sua inscrição e      que pode ser consultado novamente.” (p. 14)</li>
</ul>
<ul>
<li>“há      três características da descrição etnográfica: ela é interpretativa; o que      ela interpreta é o fluxo do discurso social e a interpretação envolvida      consiste em tentar salvar o ‘dito’ num tal discurso da sua possibilidade      de extinguir-se e fixá-lo em formas pesquisáveis” (p. 15)</li>
</ul>
<ul>
<li>“O      problema metodológico que a natureza microscópica da etnografia apresenta      é tanto real como crítico (&#8230;) [que] Deverá ser solucionado – ou tentar      sê-lo de qualquer maneira – através da compreensão de que as ações sociais      são comentários a respeito de mais do que elas mesmas; de que, de onde vem      uma interpretação não determina para onde ela poderá ser impelida a ir”      (p. 17)</li>
</ul>
<ul>
<li>Geertz      critica os modelos de interpretação autovalidantes por si mesmos ou      validados pelas “sensibilidades supostamente desenvolvidas da pessoa que a      apresenta” (p. 17), isto é, aquela que interpreta. Tais abordagens      interpretativas &#8211; muito presentes na análise de sonhos, literatura,      sintomas e culturas &#8211; escapam à articulação conceitual e aos modos de      avaliação sistemáticos, resultando em uma simples conciliação do dado      observado com uma estrutura interpretativa prévia a ele.</li>
</ul>
<ul>
<li>“Somente      pequenos vôos de raciocínio tendem a ser efetivos em antropologia; vôos      mais longos tendem a se perder em sonhos lógicos, em embrutecimentos      acadêmicos com simetria formal” (p. 17)</li>
</ul>
<ul>
<li>“Qualquer      generalidade que consegue alcançar surge da delicadeza de suas distinções,      não da amplidão das suas abstrações” (p. 17)</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Forma</strong>:      “o ensaio, seja de trinta páginas ou trezentas, parece o gênero natural no      qual apresentar as interpretações culturais e as teorias que as sustentam”      (p. 18)<strong> </strong></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<ul>
<li>O      método interpretativo na etnografia assemelha-se ao empregado na medicina      e na psicologia profunda. Para estas modalidades clínicas, as medidas      obtidas do exame de observação &#8211; os sintomas &#8211; são subordinadas a uma lei      ordenadora, onde a inferência torna-se possível a partir de um conjunto de      significantes enquadrados de forma inteligível. No estudo da cultura se      aplica um procedimento análogo, porém “os significantes não são sintomas      ou conjuntos de sintomas, mas atos simbólicos ou conjuntos de atos      simbólicos e o objetivo não é a terapia, mas a análise do discurso social”      (p. 18). Mantém-se, assim, entre a etnografia e a medicina e a psicologia,      uma correspondência ponto-a-ponto no que tange o uso da teoria, isto é, a      investigação do regime de determinação não aparente das coisas.</li>
</ul>
<ul>
<li>A      dupla tarefa da etnografia é a descoberta das estruturas de conceituais      onde se inscrevem os atos singulares dos sujeitos observados e a      construção de um sistema de análise em cujos termos diferenciam-se os      elementos genéricos dessas estruturas de outros determinantes do      comportamento humano. O ato que entrelaça essas duas instâncias do trabalho      etnográfico é a interpretação, simultaneamente inscrição e especificação,      singularização e generalização. Ou, como nas palavras do próprio Geertz,      “o dever da teoria é fornecer um vocabulário no qual possa ser expresso o      que o ato simbólico tem a dizer sobre ele mesmo – isto é, o papel da      cultura na vida humana” (p. 19)</li>
</ul>
<ul>
<li>“A      análise cultural é intrinsecamente incompleta e, o que é pior, quanto mais      profunda, menos completa. É uma ciência estranha, cujas afirmativas  mais marcantes são as que têm a base      mais trêmula, na qual chegar a qualquer lugar com um assunto enfocado é      intensificar a suspeita, a sua própria e a dos outros, de que você não o      está encarando de maneira correta. Mas essa é que é a vida do etnógrafo,      além de perseguir pessoas sutis com respostas obtusas” (p. 20)</li>
</ul>
<ul>
<li>O      grande desafio que se apresenta ao etnógrafo, deste modo, é o de manter-se      em uma posição crítica diante das relações supostamente lógicas entre      significantes e significados: “ouvimos falar de integração cultural como      uma incongruência de significado, mudança cultural como uma instabilidade      de significado e conflito cultural como uma incongruência de significado,      com a implicação de que a harmonia, a instabilidade ou a incongruência são      propriedades do próprio significado, da mesma forma que, digamos, a doçura      é propriedade do açúcar, ou a fragilidade é propriedade do vidro” (p.178)</li>
</ul>
<ul>
<li>O      significado dos atos sociais, como demonstra a sociologia, não lhes é      intrínseco, mas sim imposto. A explicação sobre as propriedades dos atos      sociais deve ser encontrada, portanto, não em uma entidade social abstrata      e transcendente, mas nos próprios sujeitos que realizam e concretizam essa      imposição. Analogamente, descobrimos a doçura do açúcar e a fragilidade do      vidro quando experimentamos seu gosto e sua queda, e não a partir de uma      investigação de suas respectivas composições físico-químicas. Da mesma      maneira não encontramos, no interior das formas simbólicas, um conteúdo      harmônico, uma taxa de estabilidade e um índice de incongruência. A      “natureza da integração cultural, da mudança cultural e do conflito      cultural deve ser procurada aí: nas experiências dos indivíduos e grupos      de indivíduos, à medida que, sob a direção dos símbolos, eles percebem,      sentem, raciocinam, julgam e agem” (p. 179)</li>
</ul>
<ul>
<li>“A      descontinuidade cultural e as desorganizações sociais que dela podem      resultar, mesmo em sociedades altamente estáveis, é tão real como a      integração cultural” (p. 180)</li>
</ul>
<ul>
<li>A      imagem mais apropriada para metaforizar uma dada organização social não é      nunca a de uma teia de aranha nem a de um monte de areia, mas a de um      polvo, cujos braços são integrados fraca e separadamente um com o outro e      com o processamento central do cérebro do animal e que, não obstante,      movimenta-se e conserva-se como “ma entidade viável, embora um tanto      desajeitada” (p. 181)</li>
</ul>
<ul>
<li>A      mesma coisa se passa com a cultura. A integração, o conflito e a mudança      cultural dão mostras que a cultura não se movimenta como um composto      maciço de partes perfeitamente coordenadas, mas procede em deslocamentos      desarticulados de suas partes que, ainda assim, conservam um sentido      comum. Os impulsos e estímulos que se encontram em um dos tentáculos      espalham-se por todo o sistema e reorganizam toda a sua dinâmica. A      variável qualitativa de tal processo encontra-se no modo como determinada      parte encontra-se intimamente interligada e socialmente conseqüente com o      restante das outras partes, de tal modo que sua força impulsionadora é      decorrente de tal integração.</li>
</ul>
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	</item>
		<item>
		<title>Anotações de Malinowski, B. Argonautas do Pacífico ocidental: um relato do empreendimento e da aventura dos nativos nos arquipélagos da Nova Guiné melanésia. São Paulo: Abril Cultural, 1984</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 16:57:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielavila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[etnografia]]></category>

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		<description><![CDATA[“Os princípio s metodológicos devem ser agrupados em três unidades: em primeiro lugar, é lógico, o pesquisador deve possuir objetivos genuinamente científicos e conhecer os valores e critérios da etnografia moderna. Em segundo lugar, deve o pesquisador assegurar boas condições de trabalho, o que significa, basicamente, viver mesmo entre os nativos, sem depender de outros [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=62&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>“Os princípio s metodológicos devem ser agrupados em três unidades: em primeiro lugar, é lógico, o pesquisador deve possuir objetivos genuinamente científicos e conhecer os valores e critérios da etnografia moderna. Em segundo lugar, deve o pesquisador assegurar boas condições de trabalho, o que significa, basicamente, viver mesmo entre os nativos, sem depender de outros brancos. Finalmente, deve ele aplicar certos métodos especiais de coleta, manipulação e registro de evidência”  (p. 20)</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Condições adequadas à pesquisa etnográfica</strong>:
<ul>
<li>“o pesquisador deve, antes de mais nada, procurar afastar-se da companhia de outros homens brancos, mantendo-se em contato o mais íntimo possível com os nativos (&#8230;). Através deste relacionamento natural, aprendemos a conhecê-los, familiarizamo-nos com seus costumes e crenças de modo muito melhor do que quando dependemos de informantes pagos e, como freqüentemente acontece, entediados” (p. 21)</li>
<li>“Com o passar do tempo, acostumados a ver-me constantemente, dias após dia, os nativos deixaram de demonstrar curiosidade ou alarma em relação à minha pessoa nem se sentiam tolhidos com minha presença – deixei de representar um elemento perturbador na vida tribal que devia estudar” (p. 21)</li>
<li>“Conhecer bem a teoria científica e estar a par de suas últimas descobertas não significa estar sobrecarregado de idéias preconcebidas (&#8230;). As idéias preconcebidas são perniciosas a qualquer estudo científico; a capacidade de  levantar problemas, no entanto, constitui uma das maiores virtudes do cientista – esses problemas são revelados ao observador através de seus estudos teóricos” (p. 22)</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li>“as sociedades ativas têm uma organização bem definida, são governadas por leis, autoridade e ordem em suas relações públicas e particulares (&#8230;) podemos constatar nas sociedades nativas a existência de um entrelaçado de deveres, funções e privilégios intimamente associados a uma organização tribal, comunitária e familiar bastante complexa. As suas crenças e costumes são coerentes, e o conhecimento que os nativos têm do mundo exterior lhes é suficiente para guiá-los em suas diversas atividades e empreendimentos. Suas produções artísticas são prenhes de sentido e beleza” (p. 23)</li>
</ul>
<ul>
<li>“O objetivo fundamental da pesquisa etnográfica de campo é, portanto, estabelecer o contorno firme e claro da constituição tribal e delinear as leis e os padrões de todos os fenômenos culturais, isolando-os de fatos irrelevantes” (p. 24)</li>
</ul>
<ul>
<li>O etnógrafo de campo deve analisar com seriedade e moderação todos os fenômenos que caracterizam cada aspecto da cultura tribal sem privilegiar aqueles que lhe causam admiração ou estranheza em detrimento dos fatos comuns e rotineiros” (p. 24)</li>
</ul>
<ul>
<li>“O etnógrafo que se propõe estudar apenas a religião, ou somente a tecnologia, ou ainda exclusivamente a organização social, estabelece um campo de pesquisa artificial e acaba por prejudicar seriamente seu trabalho” (p. 24)</li>
</ul>
<ul>
<li>As leis e regulamentos constituintes da cultura “apesar de cristalizados e permanentes não se encontram <em>formulados</em> em lugar nenhum (&#8230;) toda a tradição tribal e sua estrutura social inteira estão incorporadas ao mais elusivo dos materiais: o próprio ser humano. Nem mesmo na mente ou na memória do nativo se podem encontrar estas leis definitivamente formuladas” (p. 24)</li>
</ul>
<ul>
<li>“O recurso para o etnógrafo é coletar dados concretos sobre todos os fatos observados e através disso formular as inferências gerais” (p. 24)</li>
</ul>
<ul>
<li>Assim, o trabalho etnográfico não deve limitar-se apenas a um questionário contendo as perguntas de pesquisa que se espera responder em campo. Uma ocorrência real, ou ainda imaginária, é muito mais útil, pois quando apresentada ao sujeito desperta a expressão de suas opiniões e considerações. (p. 25)</li>
</ul>
<ul>
<li>“A coleta de dados referentes a um grande número de fatos é, pois, uma das fases principais da pesquisa de campo. Nossa responsabilidade não se deve limitar à enumeração de alguns exemplos apenas; mas sim, obrigatoriamente, ao levantamento, na medida do possível exaustivo, de todos os fatos ao nosso alcance” (p. 26)</li>
</ul>
<ul>
<li>“cada fenômeno deve ser estudado a partir do maior número possível de manifestações concretas; cada um deve ser estudado através de um levantamento exaustivo de exemplos detalhados. Quando possível, os resultados obtidos através dessa análise devem ser dispostos na forma de um quadro sinótico, o qual então será utilizado como instrumento de estudos e apresentado como documento etnológico” (p. 27)</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Observação participante</strong>: “nesse tipo de pesquisa, recomenda-se ao etnógrafo que de vez em quando deixe de lado máquina fotográfica, lápis e caderno, e participe pessoalmente do que está acontecendo. Ele pode tomar parte nos jogos dos nativos, acompanhá-los em suas visitas e passeios, ou sentar-se com eles, ouvindo e participando das conversas (p. 31)</li>
</ul>
<ul>
<li>O objetivo da etnografia “é o de apreender o ponto de vista dos nativos, seu relacionamento com a vida, <em>sua </em>visão de <em>seu</em> mundo. É nossa tarefa estudar o homem e devemos, portanto, estudar tudo aquilo que mais intimamente lhe diz respeito, ou seja, o domínio que a vida exerce sobre ele” (p. 33-34)</li>
</ul>
<ul>
<li>“Estudar as instituições, costumes e códigos, ou estudar o comportamento e mentalidade do homem, sem atingir os desejos e sentimentos subjetivos pelos quais ele vive, e sem o intuito de compreender o que é, para ele, a essência de sua felicidade, é, em minha opinião, perder a maior recompensa que se possa esperar do estudo do homem</li>
</ul>
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		<title>Instrumentos etnográficos</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 20:18:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielavila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[inquéritos por questionário diário descritivo transcrição de excertos de conversas e entrevistas fotografias respostas a questões colocadas em fóruns temáticos respostas a e-mails enviados para listas de endereços e páginas pessoais comunidade virtual do Acessa Escola (Orkut)<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=59&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>inquéritos por questionário</li>
<li>diário descritivo</li>
<li>transcrição de excertos de conversas e entrevistas</li>
<li>fotografias</li>
<li>respostas a questões colocadas em fóruns temáticos</li>
<li>respostas a e-mails enviados para listas de endereços e páginas pessoais</li>
<li>comunidade virtual do Acessa Escola (Orkut)</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Resumo de Ciberantropologia. O estudo das comunidades virtuais &#8211; Adelina Maria Pereira da Silva</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 20:14:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielavila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[cybercultura]]></category>

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		<description><![CDATA[“A Antropologia serve de base para o estudo da cultura de uma organização ou comunidade. O antropólogo deve ter um elevado grau de relativismo cultural, de modo a conseguir neutralizar eventuais distorções provocadas pelo seu contexto cultural de origem. A experiência da alteridade leva a perceber a própria cultura e a cultura do outro, através [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=57&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>“A Antropologia serve de base para o estudo da cultura de uma organização ou comunidade. O antropólogo deve ter um elevado grau de relativismo cultural, de modo a conseguir neutralizar eventuais distorções provocadas pelo seu contexto cultural de origem. A experiência da alteridade leva a perceber a própria cultura e a cultura do outro, através do reconhecimento de que ela nada tem de natural, é sim essencialmente formada de construções sociais.”</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Cultura</strong>: “A cultura pode ser entendida como um sistema simbólico, tal como a arte, o mito, a linguagem, na sua qualidade de instrumento de comunicação entre pessoas e grupos sociais, que permite a elaboração de um conhecimento consensual sobre o significado do mundo.” (p. 2)</li>
</ul>
<ul>
<li>“As redes telemáticas, nas quais se inclui a Internet, mais do que um meio de comunicação, afiguram-se um espaço de sociabilidade, no interior do qual se desenvolvem práticas sociais, culturalmente determinadas e relativamente autónomas.” (p. 3)</li>
</ul>
<ul>
<li>“Diz Rheingold (1996:43): “Talvez o ciberespaço seja um dos lugares públicos informais onde possamos reconstruir os aspectos comunitários perdidos quando a mercearia da esquina se transforma em hipermercado. Ou talvez o ciberespaço seja precisamente o lugar <em>errado </em>onde procurar o renascimento da comunicação, oferecendo, não um instrumento para o convívio, mas um simulacro sem vida das emoções reais e do verdadeiro compromisso perante os outros. Seja qual for o caso, precisamos de descobri-lo o mais rapidamente possível”.
<ul>
<li>Rheingold, Howard (1996), <em>A Comunidade Virtual</em>, Gradiva, Lisboa</li>
</ul>
</li>
</ul>
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	</item>
		<item>
		<title>Resumo de A abordagem qualitativa: a leitura no campo de pesquisa Denize Terezinha Teis e Mirtes Aparecida Teis</title>
		<link>http://danielavila.wordpress.com/2009/06/03/resumo-de-a-abordagem-qualitativa-a-leitura-no-campo-de-pesquisa-denize-terezinha-teis-e-mirtes-aparecida-teis/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 20:12:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielavila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[etnografia]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[• “A abordagem qualitativa tem se afirmado como promissora possibilidade de investigação em pesquisas realizadas na área da educação. Uma pesquisa com essa abordagem caracteriza-se pelo enfoque interpretativo. Desse modo, as técnicas de investigação não constituem o método de investigação” (p. 1) o ERICKSON, F. Métodos cualitativos de investigación. In: WITTROCK, M. C.La investigación de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=55&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>•	“A abordagem qualitativa tem se afirmado como promissora possibilidade de investigação em pesquisas realizadas na área da educação. Uma pesquisa com essa abordagem caracteriza-se pelo enfoque interpretativo. Desse modo, as técnicas de investigação não constituem o método de investigação” (p. 1)<br />
o	 ERICKSON, F. Métodos cualitativos de investigación. In: WITTROCK, M. C.La investigación de la ensenanza, II. Barcelona- Buenos Aires-Mexico: Paidos, 1989, p. 195-299.</p>
<p>•	A pesquisa qualitativa observa o fato no meio natural, por isso é tbm chamada de naturalística (p. 1).</p>
<p>o	“Naturalística ou naturalista porque não envolve manipulação de variáveis, nem tratamento experimental; é o estudo do fenômeno em seu acontecer natural. Qualitativa porque se contrapõe ao esquema quantitativista de pesquisa (que divide a realidade em unidades passíveis de mensuração, estudando-as isoladamente), defendendo uma visão holística dos fenômenos, isto é, que leve em conta todos os componentes de uma situação em suas interações e influências recíprocas.” (p. 2)</p>
<p>•	A etnografia tem como “premissas a observação das ações humanas e sua interpretação, a partir do ponto de vista das pessoas que praticam as ações. Trata-se de gerar dados aproximando-se da perspectiva que os participantes têm dos fatos, mesmo que não possam articulá-la. Para conseguir captar esse sentido, as ações do próprio pesquisador precisam ser analisadas da mesma forma como as ações das pessoas observadas. Assim sendo, todo processo é interpretativo” (p. 1)</p>
<p>•	Fenomenologia: “Enquanto que para o positivismo a pressuposição da localização da verdade referente à sociedade reside no estudo de grandes contextos e de um número estatisticamente significativo de pessoas, numa perspectiva mais objetiva, a fenomenologia admite que é possível conhecer a sociedade a partir de contextos menores, a partir do estudo dos significados individuais possuindo um inegável componente subjetivo.” (p. 3)</p>
<p>•	“A etnografia tem como principal preocupação o significado que têm as ações e os eventos para as pessoas ou os grupos estudados. É a tentativa de descrição da cultura. A tarefa do etnógrafo consiste na aproximação gradativa ao significado ou à compreensão dos participantes, isto é, de uma posição de estranho o etnógrafo vai chegando cada vez mais perto das formas de compreensão da realidade do grupo estudado, vai partilhando com eles os significados” (p. 3)</p>
<p>•	Etnografia x Estudos de tipo etnográfico: “Segundo André (2005, p. 25), a etnografia é uma perspectiva de pesquisa tradicionalmente usada pelos antropólogos para estudar a cultura de um grupo social. Enquanto que o foco de interesse dos etnógrafos é a descrição da cultura de um grupo social, a preocupação dos estudiosos da educação é com o processo educativo. Existe, pois, uma diferença de enfoque nessas duas áreas, o que faz com que certos requisitos da etnografia não sejam cumpridos pelos investigadores das questões educacionais. Requisitos sugeridos como, por exemplo, uma longa permanência do pesquisador em campo, o contato com outras culturas e o uso de amplas categorias sociais na análise de dados são adequados para estudos antropológicos, mas não necessariamente para a área de educação. Desse modo, o que se tem feito, de fato, é uma adaptação da etnografia à educação, o que é denominado, segundo André (2005, p. 27) como estudos do tipo etnográfico e não etnografia no seu sentido estrito.” (p. 4)<br />
o	ANDRÉ, M. E. D. A. Estudo de caso em Pesquisa e Avaliação Educacional. Brasília: Líber Livro, 2005.</p>
<p>•	Observação participante: “Segundo Erickson (2001), o trabalho etnográfico envolve a observação e participação de longo prazo em um cenário que está sendo estudado, a fim de o pesquisador familiarizar-se com os padrões rotineiros da ação e interpretação que correspondem ao universo cotidiano local dos participantes. Conseqüentemente, o pesquisador aproxima-se do sistema de representação, classificação e organização do universo estudado. Nesse método de pesquisa a preocupação do pesquisador é com o significado, com a maneira própria com que as pessoas vêem a si mesmas, as suas experiências e o mundo que as cerca. O etnógrafo tem como meios principais de coleta de dados a observação e os questionamentos. Esses, realizados por meio de entrevistas ou questionários são necessários para confirmar as ações aparentes das pessoas a partir da observação que, por sua vez, é chamada de participante porque se admite que o pesquisador tem sempre um grau de interação com a situação estudada, afetando-a e sendo por ela afetado.” (p. 4)<br />
o	ERICKSON, F. Prefácio. In: COX, M. I. P.; ASSIS-PETERSON, A. A. de (orgs). Cenas de sala de aula. Campinas: Mercado de Letras, 2001.</p>
<p>•	Atores: “Erickson (1989), além disso, argumenta que a ênfase ao significado local é essencial para a definição de etnografia que procura caracterizar o sentido do ponto de vista dos atores, dos participantes, daqueles que estão sendo pesquisados” (p. 4)</p>
<p>•	Contexto escolar: “No contexto escolar esse tipo de pesquisa permite que se chegue bem perto da escola para tentar entender como operam os mecanismos de dominação e resistência no seu dia-a-dia, os mecanismos de opressão e de contestação, ao mesmo tempo em que são vinculados e reelaborados conhecimentos, atitudes, valores, crenças, modos de ver e de sentir a realidade e o mundo. Por isso, mergulhar na realidade cotidiana é uma condição para que se possa compreender o que se passa na escola. É no cotidiano que a escola se revela como um espaço de confrontos e interesses entre um sistema oficial que distribui funções, determina modelos, define hierarquias, e outro, o dos sujeitos – alunos, professores, funcionários – que não são apenas agentes passivos diante da estrutura. Em seu fazer cotidiano, esses sujeitos, por meio de uma complexa trama de relações que inclui alianças e conflitos, transgressões e acordos, fazem da escola um processo permanente de construção social” (p. 5)</p>
<p>•	Reflexividade: “De acordo com o princípio da reflexividade, o pesquisador precisa estar em constante processo de reflexão a respeito do seu lugar e do lugar social dos seus participantes. Identificar a sua posição ontológica diante das questões em análise na comunidade e salas de aula investigadas é de fundamental importância para apresentar os fatos, segundo o ponto de vista dos participantes (&#8230;). Ao iniciar uma pesquisa, o pesquisador traz para a experiência certos esquemas de interpretação. Dessa forma, sua tarefa consiste em tomar cada vez mais consciência acerca dos esquemas de interpretação das pessoas observadas e acerca de seus próprios marcos de interpretação culturalmente aprendidos, que ele levou ao campo. O investigador deve ultrapassar seus métodos e valores, admitindo outras lógicas de entender, conceber e recriar o mundo, pois como lembra Erickson (1989), o estudo etnográfico deve se orientar para a apreensão e descrição dos significados culturais dos sujeitos. Para frear, em alguma medida, a intuição irrefletida, é necessário estabelecer uma relação constante e dinâmica entre as perguntas de pesquisa e o trabalho de campo” (p. 5)</p>
<p>•	Estranhamento: “ um esforço sistemático de análise de uma situação familiar como se fosse estranho. Trata-se de saber lidar com percepções e opiniões já formadas, reconstruindo-as em novas bases, levando em conta, sim, as experiências pessoais, mas filtrando-as com apoio do referencial teórico e de procedimentos metodológicos específicos, como, por exemplo, a triangulação. Ou seja, além de utilizar a observação em campo, realizada através da elaboração de notas que vão levar à possível construção de diários, pode-se fazer uso de entrevistas, questionários, gravações em áudio e vídeo, etc., sempre na tentativa de triangular os dados para a análise. Além disso, o pesquisador pode buscar, ainda, uma diversidade de sujeitos e diferentes perspectivas de interpretação de dados. Esses cuidados metodológicos e um forte apoio do referencial teórico podem ajudar a manter o distanciamento, diminuindo os problemas apontados (ANDRÉ, 1995). O estranhamento possibilita ao pesquisador identificar e descrever fatos que estavam invisíveis, inclusive para ele. Esse desvelamento, como afirma Cavalcanti (1999), pode inclusive levar o pesquisador a se deparar com questões de sua própria identidade social que pode resultar em conflitos que precisam ser enfrentados para conseguir avançar no trabalho e mostrar a visão êmica dos participantes. Pesquisas como a de Spindler (1982) em contexto de sala de aula americana e de Pereira (1999) e Jung (1997) em contexto de sala de aula brasileira podem ilustrar o princípio do estranhamento.” (p. 6)<br />
o	PEREIRA, M. C. Naquela comunidade rural, os adultos falam “alemão” e “brasileiro”. Na escola, as crianças aprendem o português: um estudo do continuum oral/escrito em crianças de uma classe bisseriada. Tese de doutorado. Campinas: ed. Unicamp, 1999.<br />
o	SPINDLER, George. Doing the Ethonography of Schooling. Waveland/USA: Press. Inc, 1982.<br />
o	JUNG, Neiva Maria. Eventos de letramento em uma escola multisseriada de uma comunidade rural bilíngüe (português/alemão). Dissertação de Mestrado. IEL/UNICAMP, 1997.</p>
<p>•	Escola x Cultura: “Spindler (1982, p. 23), relata seu estranhamento em sala de aula ao afirmar que: Tornar o estranho familiar não era o problema em fazer etnografia em escolas nos U. S. A. Quando eu [George Spindler] comecei o trabalho de campo em 1950 em West Coast, em uma escola elementar, o que eu observava era de fato muito estranho uma vez que era um espelho de minha própria cultura estranhada, eu não podia vê-la a princípio [...] mas, eventualmente, eu comecei a ver os professores e os alunos como “nativos” engajados em rituais, interpretações, ocupando papéis, envolvidos em pequenas percepções seletivas, em conflitos culturais, em redes sociométricas [...]. Eu comecei uma transição cultural do familiar para o estranho e de volta para o familiar.” (p. 6)</p>
<p>•	Instrumentos de coleta: “Conforme André (1995), em uma pesquisa de metodologia etnográfica, o pesquisador é o instrumento principal na coleta e na análise de dados, o que permite que ele responda ativamente às circunstâncias que o cercam, modificando técnicas de coleta, se necessário, revendo as questões que orientam a pesquisa, localizando novos sujeitos, revendo toda a metodologia ainda durante o desenrolar do trabalho. A pesquisa etnográfica permite, assim, um plano de trabalho aberto e flexível, em que os focos de investigação vão sendo constantemente revistos, as técnicas de coleta, reavaliadas, os instrumentos, reformulados e os fundamentos teóricos, repensados.” (p. 7)<br />
o	ANDRÉ, M. E. D. A. Etnografia da prática escolar. Campinas: Papirus, 1995.</p>
<p>http://www.bocc.ubi.pt/pag/teis-denize-abordagem-qualitativa.pdf</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Heidegger: Ser e Tempo</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 20:41:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielavila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[heidegger]]></category>
		<category><![CDATA[tagarelice]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Na linguagem que é falada quando alguém se expressa, existe uma razoável inteligibilidade; e, de acordo com essa inteligibilidade, o discurso que é comunicado pode ser compreendido em uma extensão considerável.&#8221; (p. 211) &#8220;E porque este discurso perdeu sua relação-de-Ser primária com relação à entidade da qual fala, ou ainda nunca atingiu tal relação, ele [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=53&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><strong><strong>&#8220;Na linguagem que é falada quando alguém se expressa, existe uma razoável inteligibilidade; e, de acordo com essa inteligibilidade, o discurso que é comunicado pode ser compreendido em uma extensão considerável.&#8221; (p. 211)</strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong>&#8220;E porque este discurso perdeu sua relação-de-Ser primária com relação à entidade da qual fala, ou ainda nunca atingiu tal relação, ele não comunica de modo a permitir que essa entidade seja apropriada de uma maneira primordial, ao invés disso, ele comunica seguindo a trilha da fofoca e do boato. Aquilo que é dito-na-conversa deste modo espalha-se em círculos maiores e assume um caráter autoritário. (p. 212)</strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong>&#8220;A falta de fundamento da tagarelice não é obstáculo para que se ela torne pública; ao invés disso a encoraja. A tagarelice é a possibilidade de compreender tudo sem antes apropriar-se das coisas.&#8221; (p. 213)</strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong>Curiosidade &#8220;tendência a uma maneira peculiar de permitir que o mundo seja encontrado por nós na percepção&#8221; (p. 214)</strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong>O curioso &#8220;preocupa-se em ver, não de modo a compreender o que é visto (&#8230;), mas apenas de modo a ver. Ele procura a novidade somente para saltar dela novamente para outra novidade.&#8221;(p. 216)</strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong>O curioso &#8220;preocupa-se com um tipo de conhecimento, mas apenas de modo a conhecer&#8221; (p. 217)</strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong>&#8220;está em todo lugar e em lugar nenhum&#8221; (p. 217)<br />
</strong><strong></strong></strong></strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/danielavila.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/danielavila.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/danielavila.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/danielavila.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/danielavila.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/danielavila.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/danielavila.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/danielavila.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/danielavila.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/danielavila.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/danielavila.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/danielavila.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/danielavila.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/danielavila.wordpress.com/53/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=53&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Resumo de Matheron, Alexandre. Individu et communauté chez Spinoza. Éditions de Minuit. 1988</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 18:23:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielavila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[afetos]]></category>
		<category><![CDATA[cooperação]]></category>
		<category><![CDATA[Espinosa]]></category>

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		<description><![CDATA[3. Fundamentos da vida passional interhumana prop 28: Espinosa afirma que é da natureza humana o esforço em imaginar e aproximar-se da produção daquilo que é causa de alegria e de afastar-se ou destruir aquilo que é causa de tristeza. Proposição que conduz diretamente às definições de amor e ódio e que, para Matheron (1988), [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=52&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><strong>3. Fundamentos da vida passional interhumana</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></strong></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal">prop      28: Espinosa afirma que é da natureza humana o esforço em imaginar e      aproximar-se da produção daquilo que é causa de alegria e de afastar-se ou      destruir aquilo que é causa de tristeza. Proposição que conduz diretamente      às definições de amor e ódio e que, para Matheron (1988), consiste na      apresentação de uma Teoria da Passagem ao Ato, onde o estudo sobre a      experiência afetiva individual desloca-se à vida interhumana.</li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal">“o      indivíduo jamais está só, mesmo no estado de natureza. A rigor, podemos <em>imaginar</em> solitariamente; mas, desde que o pensamento ser anime a passar aos atos,      nossos projetos de chocam com os outros projetos humanos com os quais eles      devem compor e se compor” (p. 151)<em></em></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><em><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></em></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal">prop      27: fundamento das relações interhumanas<em></em></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><em><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></em></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal"><em>Hobbes:</em> passagem da afetividade simples, individual, à complexa, interhumana, se      dá pelo cálculo racional do porvir, que transforma o instinto de conservação      em vontade de potência (p. 152). Antecipar-se é buscar não só viver, mas      viver o máximo de tempo possível, não só satisfazer nosso desejo presente      mas garantir o caminho de nosso desejo futuro. “A potência de um homem é      precisamente o conjunto de meios que ele dispõe hoje para obter algum bem      aparente futuro (&#8230;)<span> </span>Mas a melhor      de todas as garantias sobre o futuro é, claro, que devemos concorrer com      nossos semelhantes” (p. 152). “Aspiramos, assim, insaciavelmente, a      dominar os outros homens, afim de lhes manter disponíveis para uma      eventual utilização futura” (p. 153)<em></em></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><em><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></em></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal"><em>Espinosa      X Hobbes</em>: “Sobre o plano da descrição, Espinosa está quase de acordo      com o áspero realismo de Hobbes” (p. 153). Contudo, Espinosa chega em      outros resultados ao problema da relação humana pela adoção do princípio      da <em>imitação dos sentimentos de outrem</em>, devido à <em>semelhança</em> dos outros conosco, isto é, a propriedade que eles partilham conosco em      serem homens. (p. 154)<em></em></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><em><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></em></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal"><em>Imitação      do afeto</em>: Imaginar os sentimentos de um ser semelhante a nós é experimenta-los.      Se imaginamos a alegria ou a tristeza de um homem, os movimentos que em      nosso corpo constituem esta imagem são os movimentos de um homem alegre ou      triste<em></em></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><em><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></em></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal"><em>Comunidade</em>:      “Do fato que os homens se assemelham, a Humanidade tende a existir; e a imitação      dos desejos de outrem,ou <em>emulação</em>, pode ser considerada como o <em>conatus</em> global desta comunidade humana que se procura.” (p. 155)<em></em></li>
</ul>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/danielavila.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/danielavila.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/danielavila.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/danielavila.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/danielavila.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/danielavila.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/danielavila.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/danielavila.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/danielavila.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/danielavila.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/danielavila.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/danielavila.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/danielavila.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/danielavila.wordpress.com/52/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=52&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Resumo: Paolo Virno. Gramática da multidão.</title>
		<link>http://danielavila.wordpress.com/2009/03/27/resumo-paolo-virno-gramatica-da-multidao/</link>
		<comments>http://danielavila.wordpress.com/2009/03/27/resumo-paolo-virno-gramatica-da-multidao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 20:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielavila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[afetos]]></category>
		<category><![CDATA[multidão]]></category>
		<category><![CDATA[produção de subjetividade]]></category>

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		<description><![CDATA[· Espinosa. “Para Espinosa, a multidão representa uma pluralidade que persiste como tal na cena pública, na ação coletiva, na atenção dos assuntos comuns, sem convergir no Uno, sem evaporar-se em um movimento centrípeto. A multidão é a forma de existência política e social dos muitos enquanto muitos: forma permanente,não episódica nem intersticial. Para Espinosa, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=49&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:normal;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Espinosa</span></em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">. “Para Espinosa, a multidão representa uma pluralidade que persiste como tal na cena pública, na ação coletiva, na atenção dos assuntos comuns, sem convergir no Uno, sem evaporar-se em um movimento centrípeto. A multidão é a forma de existência política e social dos muitos enquanto muitos: forma permanente,não episódica nem intersticial. Para Espinosa, a multitudo (multidão) é a arquitrave das liberdades civis” (p. 2)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:normal;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Multidão e povo diferem-se, segundo as concepções de Espinosa (1677) e Hobbes (1651), respectivamente, por suas relações específicas com o Estado. O povo é uma multiplicidade que adota, ou pode ser constrangida sob o poder do Estado a adotar, uma vontade comum e converte-se em uma unidade às custas das singularidades. Já a multidão, com sua recusa em submeter-se ao poder do soberano, conserva sua multiplicidade e singularidades individuais permanecendo à margem das tentativas de unidade, redeterminando-as.</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:normal;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Público X Privado</span></em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">: “’Privado’ não significa somente algo pessoal, atinente à interioridade de tal ou qual; privado significa, antes de tudo, privo: privado de voz, privado de presença pública. No pensamento liberal a multidão sobrevive como dimensão privada. Os muitos estão despojados e afastados da esfera dos assuntos comuns” (p. 3)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:normal;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Redeterminação da unidade:</span></em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;"> “A multidão contemporânea não está composta nem de ‘cidadãos’ nem de ‘produtores’; ocupa uma região intermediária entre ‘individual’ e ‘coletivo’; e por isso já não é válida, de modo algum, a distinção entre ‘público’ e ‘privado’” (p.4). A unidade da multidão já não é mais o soberano ou o Estado, mas aquilo que lhe é comum: a linguagem, o intelecto, os afetos. Para Virno (p. 4), a unidade que para o povo representava um ponto de convergência a ser alcançado, isto é, o Estado, no caso da multidão passa a ser um pressuposto ou um pano de fundo.</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:normal;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Princípio de Individuação</span></em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">: “a multidão consiste em uma rede de indivíduos; os </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">muitos são numerosas singularidades ” (p. 27)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left:88.8pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;">“O ponto decisivo é considerar estas singularidades como um ponto de chegada, não como um dado desde o qual partir; como o resultado final de um processo de individuação” (p. 27)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left:88.8pt;text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left:88.8pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><em><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;">Realidade pré-individual</span></em><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;">: comum, universal, indiferenciado</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 88.8pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Individualidade</span></em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">: “o fruto final de uma individuação que provém do universal, do genérico, do pré-individual” (p. 27)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 35.45pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Simondon (2 teses)</span></em></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></em></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 88.8pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">I. ”o sujeito consiste na trama permanente de elementos pré-individuais e aspectos individuados; isto é: é esta trama” (p. 28)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 124.8pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;"><span>o<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Mas esta convivência do eu “individuado” com o fundo de aspectos pré-individuais não é sempre pacífica. “Ao contrário, dá lugar a crises de diversos gêneros. O sujeito é um campo de batalha. Não é estranho que os aspectos pré-individuais pareçam questionar a individuação: que esta última mostre-se como um resultado precário, sempre reversível.” (p. 29)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 124.8pt;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 124.8pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;"><span>o<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Afetividade e </span></em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">individuação: À relação conflituosa entre os aspectos individuados e pré-individuais corresponde uma “oscilação que, de forma contida, nunca está de todo ausente. Desta oscilação são testemunhas perspícuas, segundo Simondon, os afetos e as paixões. A relação entre pré-individuais e individuados é, de fato, mediada pelos afetos.” (p. 29)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 88.8pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">II. “o coletivo, a experiência coletiva, a vida de grupo, não é, como se pode acreditar, o âmbito no qual se moderam e diminuem os traços sobressalentes do indivíduo singular, mas ao contrário, é o terreno de uma nova individuação, ainda mais radical. Na participação em um coletivo, o sujeito, longe de renunciar aos seus traços mais peculiares, tem a ocasião de individuar, ao menos em parte, a cota de realidade pré-individual que leva sempre consigo” (p. 29). Este argumento apresenta um desfecho na relação entre povo e multidão já que o coletivo não é o lugar de formação de uma “vontade geral” e da conformação ao poder do Estado. O coletivo, sob o ponto de vista da multidão, funda a possibilidade de uma democracia radical e não-representativa enquanto individuação dos aspectos sócio-históricos pré-individuais. “Os ‘muitos’ persistem como ‘muitos’, sem aspirar à unidade estatal, porque: 1) quanto à singularidade individuada carregam já sobre suas costas a unidade/universalidade inerente às diversas espécies de pré-individuais; 2) em suas ações coletivas acentuam e perseguem o processo de individuação” (p. 29)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 88.8pt;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left:35.45pt;text-indent:-18pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;">Virno (p. 30), adotando um termo cunhado por Marx, “sujeito social”, define a multidão como o conjunto de indivíduos sócias, entendendo social como pré-individual</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left:35.45pt;text-indent:-18pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;">Duas qualidades da multidão (analisados por Heidegger em Ser e Tempo)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left:35.45pt;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-indent:-18pt;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 88.8pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Tagarelice: </span></em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">“um discurso sem estrutura óssea, indiferente ao conteúdo que cada tanto aflora, contagioso e extensivo” (p. 35)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-indent:-18pt;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 88.8pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Curiosidade: “</span></em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">a insaciável voracidade pelo novo enquanto novo” (p. 35)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-indent:-18pt;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 88.8pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Ao contrário de Heidegger, que considera a tagarelice e a curiosidade como típicas manifestações da vida “inautêntica”, desvirtuada e ociosa, nivelada em seu sentimento e compreensão, Virno julga que ambas dão mostra da potência do pré-individual na constituição do indivíduo.</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-indent:-18pt;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 88.8pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Tagarelice</span></em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">: “Comecemos pela tagarelice. Ela testemunha o papel preeminente da comunicação social, sua independência de todo vínculo ou pressuposto, sua plena autonomia. Autonomia de objetivos pré-definidos, de empregos circunscritos, da obrigação de reproduzir fielmente a realidade. Na tagarelice diminui teatralmente a correspondência denotativa entre palavras e coisas. O discurso não mais requer uma legitimação externa, buscada desde os eventos sobre os quais versa. Ele mesmo constitui agora um evento em si, consistente, que se justifica só pelo fato de ocorrer” (p. 36)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-indent:-18pt;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 88.8pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Curiosidade</span></em><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">: “para Benjamin [A obra de arte na época da sua reprodutibilidade técnica], a curiosidade enquanto aproximação ao mundo, amplia e enriquece a capacidade perceptiva humana. O olhar móvel do curioso, realizado mediante os mass media, não se limita a receber passivamente um espetáculo dado, mas, ao contrário, decide todas as vezes que coisa ver, que coisa merece colocar-se em primeiro plano e que coisa deve permanecer ao fundo. Os meios exercitam os sentidos à considerar o conhecido como se fosse ignorado, isto é, a vislumbrar uma ‘margem de liberdade enorme e imprevista’ inclusive naqueles aspectos mais trilhados e repetitivos da experiência cotidiana. Mas,ao mesmo tempo,exercitam os sentidos também para a tarefa oposta: considerar o ignoto como se fosse conhecido, adquirir familiaridade com o insólito e surpreendente, habituar-se à carência de costumes sólidos.” (p. 37)</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-indent:-18pt;line-height:normal;margin:0 0 .0001pt 88.8pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:&quot;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">“Outra analogia significativa. Tanto para Heidegger como para Benjamin, o curioso está permanentemente distraído. Ele olha, aprende, experimenta todas as coisas, mas sem prestar atenção. Também neste tema o juízo de ambos os autores é divergente. Para Heidegger a distração, correlacionada com a curiosidade, é a prova evidente de um desenraizamento total e ausência de autenticidade. Distraído é quem sempre persegue possibilidades distintas mas equivalentes e intercambiáveis (&#8230;). Pelo contrário, Benjamin elogia explicitamente à distração, percebendo nela o modo mais eficaz de receber uma experiência artificial, construída tecnicamente.” (p. 38)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:&quot;"> </span>Referências</p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:&quot;">Espinosa, B. (1677). <em>Tratado político.</em></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:&quot;">Hobbes, T. (1651). <em>Leviatã.</em></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/danielavila.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/danielavila.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/danielavila.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/danielavila.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/danielavila.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/danielavila.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/danielavila.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/danielavila.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/danielavila.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/danielavila.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/danielavila.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/danielavila.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/danielavila.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/danielavila.wordpress.com/49/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=49&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">danielavila</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Resumo: Pierre Levy. O que é o Virtual? São Paulo: Ed 34, 1996.</title>
		<link>http://danielavila.wordpress.com/2009/03/25/resumo-pierre-levy-o-que-e-o-virtualsao-paulo-ed-34-1996/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 18:52:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielavila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[produção de subjetividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Cap. 1 – O que é virtualização? Virtualização do real como movimento de inverso à atualização: “Consiste em uma passagem do atual ao virtual, em uma ‘elevação à potência’ da entidade considerada. A virtualização não é uma desrealização (a transformação de uma realidade num conjunto de possíveis), mas uma mutação de identidade, um deslocamento do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=44&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><strong>Cap. 1 – O que é virtualização?</strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal">Virtualização do real como movimento de inverso à      atualização: “Consiste em uma passagem do atual ao virtual, em uma      ‘elevação à potência’ da entidade considerada. A virtualização não é uma      desrealização (a transformação de uma realidade num conjunto de      possíveis), mas uma mutação de identidade, um deslocamento do centro de      gravidade ontológico do objeto considerado” (p. 17-18)</li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:18pt;text-align:justify;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal">Centro de gravidade – O pólo material que antes      estabelecia as condições de possibilidade do objeto desloca-se a novas      condições virtuais por meio da expansão das suas possibilidades,      dinamizando o objeto em um processo. Em lugar de produzir uma realidade      irreal, falsa ou ilusória, a virtualização consiste em uma potencialização      do real no cerne da sua própria criação.</li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<h1>Cap 7 – A virtualização da inteligência e a constituição do sujeito</h1>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal"><em>Inteligência      coletiva</em>: “inteligência distribuída em toda parte, continuamente      valorizada e sinergizada em tempo real” (p. 96)</li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:18pt;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal"><em>Inteligência</em>:      “o conjunto canônico das aptidões cognitivas, a saber, as capacidades de      perceber, de lembrar, de aprender, de imaginar e de raciocinar” (p. 97)</li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal"><em>Papel      do coletivo na inteligência</em>: “Não exercemos nossas faculdades mentais      superiores senão em função de uma implicação em comunidades vivas com suas      heranças, seus conflitos, seus projetos (&#8230;) essas comunidades estão      sempre presentes no menor de nossos pensamentos, quer elas forneçam      interlocutores, instrumentos intelectuais ou objetos de reflexão” (p. 97)<em></em></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><em><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></em></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal"><em>Instrumentos</em>:      linguagens fornecem maneiras de recortar, categorizar e perceber o mundo,      modos de julgamento e linhas de pensamento já traçadas, “modelos      concretos, socialmente compartilhados, a partir dos quais podemos      apreender (&#8230;) problemas mais abstratos” (p. 97-98)<em></em></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><em><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></em></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal">“Cada      indivíduo humano possui um cérebro particular, que se desenvolveu, a      grosso modo, sobre o mesmo modelo que o dos outros membros de sua espécie.      Pela biologia, nossas inteligências são individuais e semelhantes (embora      não idênticas). Pela cultura, em troca, nossa inteligência é altamente      variável e coletiva.” (p. 98)<em></em></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><em><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></em></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal"><em>Economia      cognitiva</em>: Grupos humanos são “meios” ecológicos ou econômicos onde      insistem os devires da cognição, onde as idéias surgem e perecem,      desenvolvem-se e regridem, conservam-se ou transformam-se. “Um coletivo      humano é o palco de uma economia ou de uma ecologia cognitiva no seio das      quais evoluem espécies de representações” (p. 100)<em></em></li>
</ul>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/danielavila.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/danielavila.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/danielavila.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/danielavila.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/danielavila.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/danielavila.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/danielavila.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/danielavila.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/danielavila.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/danielavila.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/danielavila.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/danielavila.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/danielavila.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/danielavila.wordpress.com/44/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=44&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">danielavila</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Resumo: Auto-narrativas e Hipertextos: dispositivos digitais de construção de sujeito/conhecimento &#8211; Nize Maria Campos Pellanda</title>
		<link>http://danielavila.wordpress.com/2009/03/20/resumo-auto-narrativas-e-hipertextos-dispositivos-digitais-de-construcao-de-sujeitoconhecimento-nize-maria-campos-pellanda/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 20:24:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielavila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[autopoiesis]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[hipertexto]]></category>
		<category><![CDATA[novas tecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[produção de subjetividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Autopoiesis (auto-organização dos seres vivos/auto-produção de sua realidade): “não há distinção entre viver e conhecer sendo a cognição uma função do viver. Nessa perspectiva conhecer é inseparável do tornar-se (MATURANA; VARELA, 1990)” (p. 78) Hipótese: “o ambiente digital com as possibilidade de escrita de si (Blogs), de navegação (trajetos não-lineares e Hipertextos) e de pertencimento [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=42&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0 21   &lt;![endif]--></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal"><em>Autopoiesis      (auto-organização dos seres vivos/auto-produção de sua realidade)</em>:      “não há distinção entre viver e conhecer sendo a cognição uma função do      viver. Nessa perspectiva conhecer é inseparável do tornar-se (MATURANA;      VARELA, 1990)” (p. 78)</li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:18pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal"><em><span>Hipótese</span></em><span>: “</span>o ambiente digital com as      possibilidade de <em>escrita de si</em> (Blogs), de <em>navegação</em> (trajetos não-lineares e Hipertextos) e de <em>pertencimento a uma rede</em> podem ampliar a experiência autopoiética dos sujeitos, o que redundaria em      significativo desenvolvimento afetivo/cognitivo.” (p. 78) [grifos meus]      -&gt; Auto-narrativa como instrumento de auto-constituição, “Ao contar      nossa vida nós vamos nos constituindo e nos repensando” (p. 78)</li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal"><em>Hipertexto</em>:      “O objetivo de trabalhar com essa ferramenta está relacionado com as      possibilidades que ela proporciona de pensamento não-linear, de pensar a      partir de um lógica circular, de flexibilização, de auto-encontro e de      estabelecer novos agenciamentos.” (p. 79)</li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></span></p>
<ul style="margin-top:0;" type="square">
<li class="MsoNormal"><em>Ecologia      Cognitiva</em> (Pierre Lévy, 1994): “A tecnologia pode ser considerada como      uma ferramenta de pensamento no sentido em que, ao se articularem com      nosso sistema cognitivo, nos ajudam a nos constituir cognitiva e      subjetivamente. Então, o acoplamento sujeito/máquina se dá de tal forma      que se constitui um sistema no qual o sujeito se constrói e se      potencializa para novos agenciamentos e aberturas para patamares mais      complexos de desenvolvimento.” (p. 81)</li>
</ul>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/danielavila.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/danielavila.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/danielavila.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/danielavila.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/danielavila.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/danielavila.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/danielavila.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/danielavila.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/danielavila.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/danielavila.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/danielavila.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/danielavila.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/danielavila.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/danielavila.wordpress.com/42/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=danielavila.wordpress.com&amp;blog=6854574&amp;post=42&amp;subd=danielavila&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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