Heidegger: Ser e Tempo
“Na linguagem que é falada quando alguém se expressa, existe uma razoável inteligibilidade; e, de acordo com essa inteligibilidade, o discurso que é comunicado pode ser compreendido em uma extensão considerável.” (p. 211)
“E porque este discurso perdeu sua relação-de-Ser primária com relação à entidade da qual fala, ou ainda nunca atingiu tal relação, ele não comunica de modo a permitir que essa entidade seja apropriada de uma maneira primordial, ao invés disso, ele comunica seguindo a trilha da fofoca e do boato. Aquilo que é dito-na-conversa deste modo espalha-se em círculos maiores e assume um caráter autoritário. (p. 212)
“A falta de fundamento da tagarelice não é obstáculo para que se ela torne pública; ao invés disso a encoraja. A tagarelice é a possibilidade de compreender tudo sem antes apropriar-se das coisas.” (p. 213)
Curiosidade “tendência a uma maneira peculiar de permitir que o mundo seja encontrado por nós na percepção” (p. 214)
O curioso “preocupa-se em ver, não de modo a compreender o que é visto (…), mas apenas de modo a ver. Ele procura a novidade somente para saltar dela novamente para outra novidade.”(p. 216)
O curioso “preocupa-se com um tipo de conhecimento, mas apenas de modo a conhecer” (p. 217)
“está em todo lugar e em lugar nenhum” (p. 217)