Daniel Avila

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Resumo: Enredar – “A arte de organizar encontros”

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§ redes de Comunicação Mediadas por Computador -> novo imaginário construído pelo comum

§ estética contemporânea, gestada com base na rede estabelecida por afetos

§ fluxos de desejos emergem, organizam e transformam nossa experiência,

§ “A democracia espinosista, o governo absoluto da multidão através da igualdade de seus membros constituintes, é fundada na ‘arte de organizar encontros”’ (Hardt,1996, p.170).

§ Enredados: “todos os que cotidianamente utilizam-se das novas tecnologias de comunicação e informação com a vontade de construir uma estética, um outro modo de existir com base no afeto.” (p. 1)

§ Produção do Comum gestação de um novo poder, onde todos podem distribuir suas informações, potencializar seus desejos.”

§ Máquina comunicativa: “o político e a comunicação articulam seus procedimentos em um único dispositivo sistêmico que atravessa as dimensões sociais e imateriais do capitalismo avançado, dado que se determina na produção de sentido para um mercado com contornos da própria sociedade. Trata-se da nova máquina comunicativa a serviço da produção do social, trata-se de fazer “fluir os fluxos” (Lazzarato e Negri, 2001) que legitimam alguns e excluem outros.” (p. 2)

§ Comum e Subjetividade: “Por trás de identidades e diferenças pode existir um comum entendido como proliferação de atividades criativas. Este conceito de comum está na definição de multidão, como reconhecimento de uma nova configuração dos processos de organização de sujeitos democráticos capazes de expressar potência política. O comum produzido pela multidão é trabalho coletivo e como tal não reconhece unidade representativa.” (p. 3)

§ Confabulação: a partir do conceito bergsoniano de fabulação. Resgatado por Deleuze (em entrevista com Antonio Negri – Hardt, 1996) em uma acepção política.

§ Novas Tecnologias e multidão: “A sociedade amplamente permeada por redes tecnológicas inaugura a possibilidade de construir, inclusive em nós mesmo, outros modos de fazer-se, de transformar-se. A multiplicidade de forças criativas é elevada a um nível de alto poder na constituição da multidão. As novas tecnologias são o lugar da multidão, onde ela expressa a sua força, seu poder de criar e agir, onde estabelece sua ética e a estética contemporânea.” (p. 5)

§ Comum e resistência: O comum visto como cooperação, singularidades proliferantes, produção de sujeitos éticos que se produzem no tempo excedente, encontra sua contrapartida no controle, na guerra ao domínio e bloqueio desta transformação” (p. 8)

§ Narrativa e Subjetividade: “Emerge assim a possibilidade de resgate da narrativa. Ver e contar estórias e pequenas impressões no tempo em que a vida se dá, nos instantes por si mesmos sem aprisioná-los.” (p. 8)

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